Implantação de RH nas Escolas Particulares

Nos últimos cinco anos, tem se observado uma preocupação maior das Escolas Particulares do ensino fundamental e médio no país no sentido de implementar um gestão profissionalizada. Neste segmento, a maiorias destas escolas ainda possuem características de empresa familiar. O problema se caracteriza não por serem empresas familiares. Sabemos que muitas escolas particulares, onde o controle é familiar, revelaram-se organizadas, bem conceituadas, sem problemas funcionais e financeiramente saudáveis.

A dificuldade reside na gestão dos seus recursos humanos. A maior parte do tempo os gestores (coordenadores pedagógicos, gerentes administrativos, diretores e mantenedores) gastam seu tempo tentando resolver problemas com a equipe e conseqüentemente perdem o foco na sua atividade principal – a qualidade do ensino, a satisfação dos alunos e pais, inclusive, a perda de visão estratégica do mercado educacional.

Todos os anos é um troca-troca de docentes e funcionários motivados por problemas de desempenho, problemas políticos internos, falta de qualificação, posturas inadequadas, relacionamento difícil com os alunos, falta de liderança, desmotivação, etc. Isto é uma realidade incontestável. Os mantenedores só se dão conta quando a escola perde alunos. E como solucionar ou minimizar este problema? Medidas “marqueteiras” não resolvem; oferecer mais descontos, bolsas, nem sempre é a solução.

Para entender o problema com recursos humanos se faz necessário compreender que sua natureza é processual. Formar uma equipe de excelência leva tempo e o mais difícil é mantê-la. Não é inserindo medidas ou pacotes que isto se resolve. Portanto, se faz necessário desenvolver um projeto para a gestão de recursos humanos numa visão sistêmica com um plano de captação, desenvolvimento de potenciais e perspectivas de crescimento profissional. Assim como nas empresas, as escolas particulares enfrentam o mesmo problema de gestão de pessoas. É preciso rever a política para os recursos humanos.     Pensem nisto!   Consultem-nos.




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2 Comments

  1. É uma realidade que exige uma intervenção estratégica, organizada e de preferência externa.

  2. Luiz Henrique

    A qualidade pedagógica está diretamente ligada à estabilidade do quadro docente. Pela nossa vivência e experiência de minha esposa, ainda atuando na educação, temos observado que a gestão de RH em escolas particulares, em geral, não recebe um tratamento profissionalizado, à altura da sua importância estratégica como recurso central de mediação do processo pedagógico. Um quadro docente mal respaldado no setor de RH não trabalho “pleno” pois sua atenção e desconfiança estão vigilantes sobre questões burocráticas extra-pedagógicas. A mensagem da última frase desta página busca chamar a atenção para a perda de foco comum das escolas particulares no tocante à administração de RH concorrendo com o tempo dos gestores de instituições de ensino e desviando-os do foco educacional. Realmente há muito que se fazer em termos de profissionalização deste setor nas escolas particulares.

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