Dando seqüencia no artigo do Dr. Thiago Duarte Pimentel e da Graduada Sara Conceição Paula ambos da Universidade Federal de Juiz de Fora daremos sequencia a pesquisa que eles desenvolveram:

“A despeito dos argumentos pós-modernos do final do século passado a respeito da “liquefação” do Estado, a sua centralidade nas sociedades contemporâneas tem sido constantemente e cada vez mais reforçada. O tema da gestão pública tem ganhando novos contornos a partir de perspectivas e discussões acerca da descentralização, alargamento da participação, bens públicos e governança local (ou territorial), dentre outros (PAES de PAULA, 2005).


Seja direta ou indiretamente – e atualmente com mais frequência neste polo – a atuação do Estado na vida em sociedade contemporânea tem se feito presente de forma contundente, em geral, pela ampliação do acesso e provisão de bens em países em desenvolvimento como o Brasil (SOUZA, 2010) ou pela regulação e desenho de marcos institucionais, como se observa nos países centrais. No contexto brasileiro, um dos bens e serviços mais ampliados na última década foi o acesso à educação de nível superior, que praticamente está sendo universalizada, seja via acesso a instituições públicas ou privadas (BRASIL, 2007).

Nesse contexto de ampla expansão, a gestão pública educacional, operacionalizada de forma descentralizada, em termos de gestão pela figura das autarquias universitárias, e dentro dessas via a criação ou expansão de oferta de vagas em cursos, confere ampla autonomia aos departamentos na proposição estruturação, revisão e oferecimento de cursos superiores.


Porém, se de um lado, o suporte em termos de recursos físicos, materiais e financeiros pode ser facilmente ampliado ou racionalizado, de outro, o investimento em novas contratações de recursos humanos é mais restrito já que se torna uma despesa permanente para o Estado, via folha de pagamento. E uma vez, contratado, o servidor passa a ter direitos estatutários não podendo ser facilmente substituído. Daí decorre, um duplo desafio para a gestão pública universitária: ofertar um curso a partir de um contingente inelástico de docentes como insumo básico precípuo e simultaneamente possuir uma diversidade tão ampla e qualificação tão elevada quanto possível a fim de ter condições de fornecer uma educação de qualidade. Nesse sentido a gestão de recursos humanos na gestão pública educacional de nível superior se torna um fator crítico de sucesso (ROCKART, 1978).”

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